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19h 27 - 05 de Julho de 2010
TAMANHO DA LETRA
Igreja interrompe mediação com as Farc até próximo governo aumentar texto diminuir texto

DentrodosFatos


DentrodosFatos


A Igreja Católica colombiana anunciou nesta segunda que vai congelar seu trabalho de mediação com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) para a libertação de reféns até que o novo Governo, que assumirá em 7 de agosto, defina qual deve ser o papel da instituição nas negociações.


"Estamos esperando o novo Governo, para que nos autorize a entrar em conversas", explicou a jornalistas o secretário-geral da Conferência Episcopal da Colômbia (CEC), monsenhor Juan Vicente Córdoba, em uma assembleia na sede dessa entidade em Bogotá.


Córdoba ressaltou que "a Igreja nunca faz uma mediação sem permissão do Governo" e, por isso, vai aguardar a posse do novo presidente colombiano, Juan Manuel Santos.


Para o secretário-geral da CEC, Santos é "flexível" e "aberto a começar de zero" os diálogos com as Farc, "com disposição para fazer um novo caminho".


A senadora opositora colombiana Piedad Córdoba, que também atua como mediadora perante as Farc, e o bispo de Magangué (norte), Leonardo Gómez, reafirmaram na semana passada sua vontade de "seguir trabalhando em busca da liberdade dos reféns e da paz".


Goméz acompanhou Piedad Córdoba e delegados do Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) no processo de libertação do soldado Josué Daniel Calvo e do sargento Pablo Emilio Moncayo em março.


Depois dessas libertações, as Farc anunciaram que não iriam fazer mais libertações unilaterais e ratificaram sua aposta pela troca humanitária de sequestrados por guerrilheiros presos.


Gómez comentou há poucos dias, sem dar detalhes, que há "perspectivas" de libertação dos 19 policiais e militares (17, segundo as Farc) que os rebeldes mantêm em sua lista de "passíveis de troca".


No entanto, o Governo colombiano, por meio do ministro da Defesa, Gabriel Silva, declarou que tem "pouca confiança" nessas libertações e acusou as Farc de se aproveitarem da "boa fé" da Igreja Católica para dar "falsas esperanças" ao país e às famílias dos reféns.


EFE




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