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Centenas de milhares de pessoas ficaram desabrigadas pelas piores enchentes em décadas no noroeste do Paquistão, onde, segundo diferentes canais de televisão, dezenas de pessoas morreram.
As chuvas começaram na terça-feira no distrito de Swat, situado na província de Khyber-Pakhtunkhwa, e transbordaram o rio de mesmo nome, disse à agência EFE o presidente da Autoridade Nacional de Gestão de Desastres, Nadeem Ahmed.
O canal Geo assegurou que as inundações causaram 95 mortes, enquanto a emissora Dawn fala em 50, embora Ahmed tenha afirmado que ainda "é cedo" para divulgar o número de mortos, já que as autoridades não conseguiram ter acesso a muitas áreas.
"Nunca enfrentamos uma situação desta magnitude na zona. O tempo está ruim demais para enviar helicópteros e equipes de resgate. O curso dos rios vai tão rápido que os botes têm problemas para chegar", afirmou Ahmed.
"As inundações causaram danos em terras, propriedades e, seguramente, vidas", acrescentou.
As chuvas estão afetando tanto Swat quanto outros distritos próximos, como Shangla, além das conflituosas áreas tribais limítrofes com o Afeganistão, de acordo com diferentes meios de comunicação paquistaneses.
Segundo a Dawn, um "grande número" de casas e pontes, assim como escolas, estradas e mesquitas foram destruídas nas regiões, que ficaram sem fornecimento de energia elétrica e gás devido aos danos nas linhas de transmissão.
Agora, o medo das autoridades é de que a cheia do afluente Swat cause outra no rio principal, o Cabul, por sua vez afluente do Indo.
A capital regional, Peshawar, já registra inundações nos bairros mais baixos e começa a detectar dificuldades em algumas regiões, segundo Ahmed.
De acordo com uma fonte citada pelo canal Geo TV, o Exército do Paquistão já está atuando em algumas zonas, a pedido dos governos locais.
Segundo a Autoridade Nacional de Gestão de Desastres, o tempo só melhorará a partir de amanhã.
EFE